Arquivado em: Nós & Nóias | Tags: Nós e Nóias Sexo Sexualidade Juventude Conselhos - Thyago Hermes
Por Tyago Hermes
Para algumas pessoas, as experiências sexuais só ocorrem anos mais
tarde, apesar de à adolescência ser um momento da vida em que a
própria biologia leva ao envolvimento sexual. Para quem ultrapassou
esta fase e não vivenciou o sexo, o risco de conflito é grande. No
entanto, se a pessoa está bem consigo mesma, lembrando que a
sexualidade envolve afeto, carinho e comunicação e não apenas
genitalidade, não haverá problemas. Se existe o conflito, é necessário
buscar ajuda profissional.
O indivíduo deve buscar o equilíbrio da vida sexual, parando de exigir de si mesmo uma atitude que não pode ser assumida naquele momento.
É impossível falar de sexo e não falar de DSTs. Já esta muito bem
claro que a Aids não é o único risco trazido com o início de uma vida
sexual ativa, apesar de ser o mais temido.
A gravidez indesejada e a contaminação por outras Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs)também merecem atenção. “A pílula e a camisinha” não são as únicas formas de prevenção. Existem outros métodos que podem ser adotados, desde que haja o acompanhamento de um médico ou orientador sexual.
Quando se pensa em adolescência, as recomendações mais comuns são a
pílula para a gravidez indesejada e a camisinha para as DSTs”, explica
o Dra. Talita Ferreira. Para evitar a gravidez, é possível adotar
ainda métodos como o coito interrompido, a temperatura basal e a
tabelinha. No entanto, são opções menos confiáveis. Os métodos
chamados de barreiras são os preservativos masculino e feminino, o
diafragma e o Dispositivo Intra-uterino (DIU). Há ainda os
anticoncepcionais orais (pílula) e os injetáveis (mensal e
trimestral), além da laqueadura tubária e a vasectomia.
A sociedade “erotizada” chama a atenção para os riscos físicos do
sexo, esquecendo-se de outro ponto que é tão importante quanto a saúde
do corpo: a mente sadia. Atualmente, a mídia tem sido o meio mais
feroz de incentivo à vida sexual. No entanto, este incentivo tem uma
proporção infinitamente mais voltada para o lado negativo. “Na
televisão, por exemplo, são muitas horas voltadas para o desrespeito
ao próximo, para o incentivo de receber mais do que dar; e poucos
minutos de orientação sexual adequada, principalmente para os
adolescentes. É preciso lembrar que sexo é bom, quando é bom para os
dois”. Um dos exemplos de erotização diz respeito à forma como a
sociedade encara a virgindade. Ela explica que ser virgem não
significa de maneira alguma estar fora do mundo atual, mas estar em um
momento de reflexão. “A pessoa virgem ainda não se sente preparada
para enfrentar a relação sexual com a maturidade que ela merece. E
isto independe da idade” orienta.
Como as pessoas desconhecem este verdadeiro sentido da virgindade,
torna-se antiquado ser virgem. Atualmente, muitos adolescentes
preferem dizer diante da turma que já tiveram a primeira relação
sexual, para não ser massacrados diante de comentários e piadas dos
colegas.